27-04-2013 19:41

Diferentes tipos de discos rígidos(Hard Disk)

Reconhecendo o tipo de disco utilizado

Vivemos num mundo em que os avanços técnológicos( e não só) avançam a um ritmo incrível, e cabe-nos a nós, usuários/consumidores estar a par de todos estes avanços. Como muitos de vocês ja devem ter reparado existem diferentes tipos e tamanhos de discos rígidos actualmente e a infobuddy irá ajudá-lo a diferenciá-los.

Antes de começar-mos com uma explicação mais detalhada sobre os diferentes tipos de discos existentes gostaria que soubessem que os discos que serão apresentados abaixo poderão ser encontrados em diferentes tamanhos, sendo eles 1.8”(podem ser encontrados por exemplo nos ipod e magalhães), 2.5”(discos usados em portáteis) e 3.5”(discos usados nos desktops) e podem funcionar tanto internamente como externamente.

Como de costume a infobuddy irá fazer um artigo simples e sem muito conteúdo técnico para que todos possam entender facilmente.

  • HD IDE ou PATA

Estes são os discos mais antigos e utilizam um cabo maior para a transmissão de dados — cabos com 40 ou 80 vias. Os discos IDE utilizam cabos de energia de quatro pinos, presentes na maioria das fontes padrão. Os HDs do tipo PATA são grandes e pesados.

 

  • HD SATA

Outro padrão de HD é o SATA e reconhecê-lo é bem simples, porque ele utiliza um cabo de sete vias bem fino. Relembro que apesar de existir os discos SATA 2 e SATA 3, fisicamente não há diferenças, apenas em termos de velocidade de transferência.

 

 

  • SSD

Estes novos tipos de discos para armazenamento são bem compactos, ultrafinos e leves. Um disco do tipo SSD é super simples e bastante semelhante aos seus anteriores na forma de funcionamento, mas no que toca ao seu interior a história é outra, todas as partes mecânicas(pratos rotativos e cabeças de leitura) foram substituidos por chips de memória flash(algo semelhante às pen drive), o que fornece a este tipos de discos um ganho de velocidade de transferência muito maior.

 

 

 

O que distingue os SSD dos restantes discos?

Preço: Uma das diferenças é o preço, uma vez que em termos de capacidade de armazenamento o preço de um HD convencional é muito mais acessível do que o de um SSD(exemplo: um disco SATA3 de 500Gb por 70€ +/- um SSD com metade da capacidade ficaria-te por volta dos 170€)

Muitos de vocês pensarão então e para que queremos um SSD? A resposta é a diferença que se segue...

Velocidade: A velocidade é o motivo porque os SSD existem. Um equipamento equipado com um SSD é mais rápido uma vez que não há os constrangimentos dos HD tradicionais. Os pratos não necessitam de acelerar, não existe diferenças de velocidade entre as pistas externas e internas do prato e acima de tudo a fragmentação do disco, isto é, devido à forma como os discos funcionam, a informação é colocada sequencialmente em forma de blocos, quando alguns blocos são apagados, os espaços vazios são posteriormente preenchidos com nova informação, e quando os blocos necessários são superiores aos disponíveis o ficheiro fragmenta-se em partes espalhadas pelo disco, o que leva a maior tempo de pesquisa e leitura.

Os SSD também possuem esse mesmo problema, mas dado que estes não possuem parte física na superfície do disco os tempos de acesso à memória são muito menores.

Durabilidade: No que toca à durabilidade/fiabilidade dos dados em caso de queda ou choque violento, os SSD’s revelam-se superiores por não possuírem partes moveis. Aliás um simples toque no prato da cabeça do HD poderá ser desastroso, e convêm nao esquecer que ela trabalha a meros microns(ou “µm”- é a unidade de medida utilizada para medidas bem pequenas(ex. Mil mircrons equivalem a 1 milímetro) de distância da camada magnética. É por esse motivo que os discos rígidos recolhem a cabeça de leitura quando desligados.

Ruído: Uma das vantagens dos SSD é a ausência total de ruído, devido à não existência de peças móveis e da temperatura de funcionamento ser baixa o suficiente para a dissipação passiva ser eficaz, por isso o ruído gerado é zero!

Mas os SSD não são só vantagens. Dependendo do tip de memórias usadas(SLC(single level cell) ou MLC(multi level cell) os SSD podem se mais susceptíveis em casos de picos de luz e em termos gerais são muito mais limitados a nível de ciclos de escrita.

Seja como for, em qualquer dos casos o número de ciclos é muito limitado e tal impede que os SSD sejam usados da mesma forma que os HD convencionais. Há que os usar para armazenamento de conteúdo destinado a leituras constantes, e não para situações que envolvam escritas. Por exemplo os ficheiros temporários do Windows deverão ser afastados por completo deste tipo de discos.

Apesar da sua grande velocidade de leitura que pode chegar ao dobro da de um HD tradicional, as velocidades de gravação/escrita são bastante inferiores e dado que os blocos usados são bastante maiores que os usados nos outors HDD a possibilidade de fragmentação é igualmente maior, podendo anular as vantagens da sua velocidade de acesso.

Talvez tenha sido por causa disso que recentemente surgiu um novo tipo de discos rígidos chamados de híbridos.

Deixo-vos aqui um video da samsung que compara algumas diferenças dos SSD e HDD tradicionais. https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rjCmLJtITK4#!

  • HÍBRIDOS

Ora bem como o próprio nome indica os HD híbridos são discos rígidos que conjugam o melhor dos dois discos de modo a equilibrar a diferênça entre os dois, isto é, a velocidade dos SSD e a capacidade de armazenamentos dos SATA a um preço acessível.

Como funciona o seu disco?

Como há dois principais tipos de discos, a infobuddy irá abordar apenas um conceito básico do funcionamento de cada um.

HD: Os discos rígidos funcionam de uma maneira bem peculiar e precisa. Para explicar rapidamente o funcionamento de um disco, veja a imagem abaixo.

1 – O Braço de Leitura é movimentado cada vez que é necessário ler ou escrever algum dado.

2 – A Cabeça de Leitura é a grande responsável por ler e escrever os dados. Ela funciona através de eletromagnetismo e grava os dados manipulando as moléculas da superfície do disco. A Cabeça de Leitura “flutua” a uma distancia microscópica dos pratos e é impossível ver a “olho nú” a distância entre ela e o prato.

3 – Os discos atuais possuem vários pratos, cada prato tem uma cabeça de leitura própria e todos se movimentam simultaneamente.

4 – O eixo dos pratos é controlado pelo motor do disco, o qual gira com uma velocidade incrível.

5 – Os pontos em laranja significam os dados que a cabeça de leitura lerá. Note que o Braço de Leitura deve ser movimentado com muita frequência para poder conseguir ler e escrever todos os dados solicitados.

Ainda não matou a curiosidade? Então veja o vídeo abaixo, que mostra um HD aberto e funcionando.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=nVFCJR_KJC4

SSD: Os novos discos de armazenamento são completamente diferentes dos antigos HDs. O SSD traz ao usuário inovações fantásticas e uma tecnologia impressionante.

Para saber mais sobre o modo de funcionamento destes dispositivos, confira a imagem abaixo.

 

1 – A Placa de Circuito Impresso é a responsável por conectar todos os chips de memória e os demais setores do disco.

2 – Este é um chip de memória com uma capacidade igual aos outros que estão presentes na imagem. O SSD trabalha de maneira muito semelhante aos pendrives, tanto que utilizam uma memória quase idêntica. Os chips de memória possuem células que podem ser escritas e lidas. O processo de leitura e escrita é comandado por outros setores do disco.

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